Poetry - Poesia

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DESTINO/==/ O trem estava lotado./ Uma verdadeira loucura / de mistura de corpos/ suados, cansados, sem banho/ sem beleza, sem nome, / sem vida/ sem alguém dentro deles./ O trem estava lotado de corpos./ Sérios, casmurros, carrancudos./ Todos lá dentro. / Que catinga terrível!/ Invadia o nariz a cada/ respiração./ Se fosse possível não respirar.../ Estação. Estação. Estação./ Balançavam, sonâmbulos, / na dança do vagão./ Na ginga cretina proposital / para esbarros, para tatos,/ para troca de suores. Infernal./ Quantas horas, quantos minutos, / quantos segundos/ quantos instantes eram precisos / até o destino chegar?/ Destino chegar. / Que grande besteira!/ Destinos não chegam nunca./ E se chegam, vão embora./ Chegam sem barulho e / saem pé ante pé./ São traiçoeiros./ Destinos!/ Que piada sem graça!/==/ NILBERT LEMOS / By Priscilla/

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