Poetry - Poesia

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SONHO /==/ Entre: é depois do vento,/ onde a onda triste,/ viu correr a veste/ do pastor de tempo./ /==/ Olha: eu sou o cantor das rochas,/ o menestrel que mudo roça o veludo/ dos velhos tonéis de alcaçuz./ /==/ Mas o reitor das pândegas dos elfos/ encafifou-se do tinir dos elmos,/ e nas vãs plumas de um cobre velho,/ me deu um urro que de medo, era/ apenas um pão verde e acre,/ na madrugada das barbas rosadas. /==/ Sim, o meu amor se agiganta ao ver-te/ anjo de sono o sonho escondido,/ silencioso e puro ao ventilador,/ um sonho só de cabelos molinhas/ dourados de fogo no negro dos olhos/ molhados da minha folhinha./ Ah, pequeno coração da seta,/ tenho mancheias de estrelas loucas prá te dar,/ e um violino louco aqui no meu olhar, toca noturnos azul-violeta./ /==/ Dorme./ Os dois anjinhos de colete prata,/ e borboleta que viveu em Esparta,/ velam hoje do colégio,/ a eterna mulher de meu destino.//==/Almar/

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